Menino que foi salvo da guerra, pelo filósofo.

Enfermeiro Nietzsche

Primeiro Episódio - Ficção Investigativa - Cronologia:

Um jovem enfermeiro, numa madrugada fria da segunda metade de 1870, apareceu no internato pedindo ajuda, trazendo nos braços, um menino gravemente ferido. (aparentando ter entre 4 a 5 anos).

Enfermeiro Nietche
Menino e Filósofo - Dido 2020

O enfermeiro, profundamente chocado, com a estupidez da violência imposta na guerra, dizia baixinho a si mesmo. “Nada justifica, causar tamanho o sofrimento, a indefesa e inocente criança, nada justifica.”

Por dez dias, cuidando dos ferimentos do menino, o enfermeiro ficou no internato. Nos relatou, que uma patrulha, encontrou a criança no campo de batalha, próximo ao hospital de campanha em Dortmund.

Antes de partir, nos agradeceu veemente pelo acolhimento, pedindo que continuássemos cuidando do menino e que seríamos ressarcidos de todas as despesas, e muito bem recompensados pela atenção dispensada a criança. Dizendo que em poucos dias viria alguém para levá-lo.

Recuperado dos ferimentos, durante os quase 6 anos que o menino permaneceu no internato, um homem apresentando-se como Wagner, o visitava frequentemente. Sempre nos trazia uma doação, dizendo ser enviada pelo enfermeiro, como agradecimento.

Era final de 1876, um homem dizendo ser professor, veio visitar o menino. Ficaram os dois sentados nas raízes de uma grande árvore nos fundos da horta, próxima ao muro, durante todo o dia, conversando. Já ao final da tarde, o visitante agradeceu a todos, deixou uma doação em dinheiro, e partiu.

Na manhã do dia seguinte, o menino havia desaparecido. Nunca encontraram nenhum vestígio de crime, fuga ou qualquer outra informação sobre o desaparecimento do menino.

enfermeiro nietzsche
Tens o que Tens - Dido 2020

Sábado, 25 de agosto de 1900.

Com a notícia da morte de Nietzsche, assim como eu, iniciando em filosofia, muitos alunos, professores, curiosos, muitas pessoas foram até a Universidade onde ele lecionou na Basiléia.

Ao me aproximar do portão, uma senhora perguntou, se havia algum parente de Nietzsche ali.
Dizendo ter uma mensagem, que o próprio Nietzsche lhe incumbira de entregar a família.

"Me fez prometer, que depois da sua morte, entregaria está mensagem a sua irmã. Me fez jurar que entregaria a sua irmã." Falava a Senhora aos prantos.

Um longo caminho percorrido foi até acessar o conteúdo da mensagem. (vou contando)


Esta é a mensagem:

“Na fivela de latão, usada para fechar a pastinha azul desbotada, essa mesma que por muitos anos usei, arranque o couro preto colado atrás da fivela, escrevi duas palavras.
Escrevi em letras grandes, esta é a senha, pergunte as palavras ao portador desta carta. Estando correta a senha, entregue esta pasta, com todo seu conteúdo ao portador deste. Faça desta forma, será a última oportunidade de atenderes um pedido meu."


Assinado: Friedrich Wilhelm Nietzsche.

“Concluir o inacabado, este é meu desejo.” Finalizava assim.

incolore creare” - Descobri depois ser a senha.

Próximo Episódio: A Escolhida

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